The Project Gutenberg EBook of Memoria sobre as diversas salgas da sardinha, by 
Clemente Ferreira Frana

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Title: Memoria sobre as diversas salgas da sardinha
       com o methodo de aproveitar as enxovas, e sobre a salga
       dos peixes grossos, como atum, corvinas, pescadas, gorazes,
       ruivos, e outros semelhantes etc

Author: Clemente Ferreira Frana

Release Date: June 30, 2011 [EBook #36560]

Language: Portuguese

Character set encoding: ISO-8859-1

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    *Nota de editor:* Devido  existncia de erros tipogrficos neste
    texto, foram tomadas vrias decises quanto  verso final. Em caso
    de dvida, a grafia foi mantida de acordo com o original. No final
    deste livro encontrar a lista de erros corrigidos.

                                          Rita Farinha (Junho 2011)




MEMORIA

SOBRE AS DIVERSAS SALGAS

DA

SARDINHA,

COM O METHODO DE APROVEITAR AS ENXOVAS,
E SOBRE A SALGA DOS PEIXES GROSSOS, COMO
ATUM, CORVINAS, PESCADAS, GORAZES, RUIVOS,
E OUTROS SEMELHANTES ETC.


LISBOA,

NA OFFICINA REGIA.

Anno De M. DCCCIV.
_Por ordem Superior._




MEMORIA

SOBRE AS DIVERSAS SALGAS DA SARDINHA.


Com justos motivos a Administrao Pblica tem dirigido as suas vistas,
e a atteno da Policia sobre os comestiveis, que se offerecem ao Povo.
Entre estes os Peixes salgados so os que devem especialmente interessar
os seus cuidados; por quanto raras vezes apparecem isentos de corrupo.

Grandes, e prejudiciaes abusos se tem introduzido no methodo de salgar
os productos de nossas pescarias Nacionaes. A Sardinha he certamente o
mais abundante, o mais rico, e o mais precioso: desgracadamente ella no
he aproveitada com todas as utilidades, que offerecem, perdendo-se nas
praias huma parte consideravel desta, e outra, por no ser
convenientemente preparada, e salgada, no obstante a abundancia, e
modicidade do preo de sal na mr parte das nossas terras de portos de
mar, pelo que os nossos vizinhos nos vem vender, com mgoa nossa, o
producto de suas pescarias, por no termos ns aproveitado as nossas.

Hum vigilante, zeloso, illuminado, e incomparavel Ministro, e Secretario
de Estado a cujas vistas perspicazes, cuidadosas, e extensas abrangem
todos os ramos dos interesses pblicos de Portugal, fez j distribuir
pelos portos de mar do Reino huma instruco sobre o methodo da salga
secca praticada em outros Reinos.

Deve-se esperar, que as Municipalidades territoriaes tenho exactissimo
cuidado em fazer examinar, se os contractadores, e os proprietarios das
pescarias se conformo, ou no a estas ultimas instruces, para que o
Estado em ves de aproveitamento, no experimente o damno da perca de hum
to preciso, e precioso producto, e se a Sardinha, que se offerece 
venda, tem com effeito, ou no as convenientes qualidades, a fim de que
a saude pblica dos Povos no sinta ruina, damno, ou perigo algum, nem
se veja arriscada ao terrivel trafico dos monopolistas, sendo esta a que
com razo deve mais que tudo merecer os nossos primeiros cuidados.


_Methodo da Salmoura._


Ha outro methodo de salgar o peixe, tanto grosso, como miudo; este he o
da salmoura.

Salmoura he aquella calda, que por si mesmo resulta da salga secca do
peixe em dornas, tinas, etc.

Diz-se tambem moura aquella calda, que se faz em qualquer vaso,
bastantemente saturada de sal, e sobre a qual em tempo se lana a
Sardinha, como ao depois mostrarei.

A salmoura, quando he perfeitamente executada, merece sem duvida a
preferencia para a mais perfeita conservao do peixe; por quanto a
salmoura impede o contacto do ar, e por consequencia o rano, que he j
hum principio de corrupo, que se no pde sempre inteiramente evitar
no commercio do peixe salgado, e muito mais na salga secca.

Este methodo da salmoura he commummente praticado nos edificios
immediatos s pescarias, e nos Portos do mar, aonde vem fundear as
lanchas, e Embarcaes empregadas nessas pescarias sobre costas remotas,
para mais facil, e promptamente aproveitarem huma quantidade avultada de
Sardinha sem maiores delongas, e trabalhos.

A negligencia porm, e a avareza se reunem, para que se abuse deste
excellente methodo de salgar em moura, ou salmoura, consistindo este
abuso em dous pontos: 1. em ter a salmoura raras vezes a necessaria, e
conveniente fora pela falta de sal: 2. em fazer servir a mesma salmoura
para segunda, e terceira salga, ou, geralmente fallando, para huma
quantidade indeterminada de peixe, que se renova a medida que as redes o
pesco, sem alis se renovar a salmoura como devra, pois que desta
maneira se acha impregnada de oleos, e immundicias accumuladas de
repetidas salgas na mesma tina etc.

Estes abusos tem horrorosas consequencias, por quanto inficiono o ar,
as habitaces, e os estomagos dos Povos, que uso de hum alimento
corrupto, e immundo em permutao de hum bom, que com tanta facilidade
poderio ter: com tudo se no pde empregar demaziada severidade, para
evitar to lamentaveis causas de molestias, e de contagio.

He pois necessario que a salmoura seja saturada de sal, para ter a
conveniente consistencia: esta se conhece pela facil experiencia de
sustentar a mesma na sua superficie hum ovo fresco, de sorte que a
metade deste fique acima da agua por si mesmo.

Tambem conhecemos estar saturada a agua de sal, quando ella no pde
dissolver mais que huma certa, e determinada quantidade do mesmo: donde
temos, que para o conhecimento da boa saturao, basta que se observe ou
a precipitao do sal, que a agua j no pde dissolver, ficando por
isso o sal no fundo indissoluvel, ou a observao de se conservar por si
mesmo na salmoura hum ovo fresco na forma dita.


_Modo de preparar as Sardinhas para a salmoura._


Para se conservar o peixe nesta salmoura, he necessario, apenas sahe do
mar, tirar-lhe as tripas, ou entranhas, deixando smente as ovas, e os
leites, e logo lanallo na salmoura, aonde deve ficar por tempo de doze,
ou quinze horas: passadas estas, tira-se o peixe, deixa-se escorrer, e
arruma-se s camadas em barricas, com a cautela de pr no fundo huma
camada sufficiente de sal, outra por cima, e outra entre camada, e
camada, de modo que hum peixe no toque no outro. Feito isto, carrega-se
com pedras, e se lana a salmoura necessaria para cobrir todo o peixe,
de forma que este fique sempre submergido.


_Sardinhas de fumo._


Tambem se preparo as Sardinhas com o fumo, como os Arenques; methodo
este, que supposto dispendioso, pelo que no he geralmente praticado,
tem com tudo muitas utilidades, e vantagens; no faltando pessoas, que
lhe dem estimao, e preferencia nas suas mezas pelo delicioso gosto,
que se encontra nas Sardinhas salgadas por este methodo, que as faz
competir com os proprios Arenques.

Este se reduz ao seguinte: Salgo-se as Sardinhas em pilhas, ou lagares,
arrumando-as com as cabeas para fora, e as caudas para dentro, do que
resulta huma pilha de figura semiovada: lana-se bastante sal entre as
camadas, tudo da mesma forma que se pratca para as Sardinhas, que se
pretendem imprensar, de maneira que huma no toque na outra; e assim se
deixo por espao de dous, ou tres dias, quando muito.

Para que esta preparao seja menos acre, se usa de sal de dous annos,
porque o peixe preparado com sal novo, mostra a experiencia ser menos
delicado.

Estando as Sardinhas sufficientemente salgadas, se enfio em varinhas
delgadas, com a cautela que se no toquem, lavo-se em agua do mar; e
depois em agua doce, penduro-se no lugar do fumeiro, aonde se deixar
escorrer por espao de vinte e quatro horas, antes que o lume se
accenda, o qual he ordinariamente regulado, segundo o tempo, e a
estao, a saber sete para oito dias em tempo secco, e des em humido.

O lume he de lenha de carvalho, de castanheiros, e de aparas de
tanoeiros, que se cobrem depois com cinzas de mattos, dispondo-se o dito
lume ao longo das penduras das Sardinhas.

A casa do fumeiro he huma especie de celleiro, sem outro andar em cima,
com huma chamin, cujo panno (vulgo abertura) tem tanta largura, como o
comprimento do espao, que occupo as penduras das Sardinhas.

O tempo mais proprio, e conveniente para aproveitar este methodo de
preparar a Sardinha de fumo, he quando ella he maior, o que succede nos
fins da pesca, a saber, desde Novembro at meado de Janeiro.

Este methodo he mui especioso, e a experiencia testemunha he, de que as
Sardinhas por elle preparadas so saborosissimas, e delicadissimas.

 vista do que, julgei a proposito dar estas breves noes, que me
persuado sero sufficientes para os que o quizerem praticar.


       *       *       *       *       *



ENXOVAS.


_Methodo de as aproveitar salgando-as, e porque maneira._


Depois de ter descrito os diversos modos de salgar a Sardinha, desejei
ampliar esta memoria com a utilidade do aproveitamento dos productos de
nossas pescarias.

Observei, que algumas vezes as redes arrastravo grande quantidade de
Enxovas, que os pescadores desprezavo, considerando-as como Sardinhas
miudas, que no merecio a despeza, e o trabalho necessario para as
aproveitar.

Convir pois instruillos da grande utilidade desta pescaria para hum
commercio util, e vantajoso, que tem por muitas vezes sido proprio, e
quasi privativo dos Habitantes das costas do Levante, e Ligurias, e
particularmente dos Genovezes.

Ha poucos annos, que esta pescaria deixou de ser abundante naquelles
Paizes, para passar a dar grandes productos em outros da costa do
Occeano.

O tempo mais proprio desta pescaria he desde o principio de Maio, at o
fim de Outubro.

O sal destinado para a salga das Enxovas prepara-se, misturando dous
arrateis de Ocar rubro com duzentos arrateis de sal.

Tiro-se s Enxovas a cabea, e as entranhas, e salgo-se os corpos s
camadas com os lombos para cima em barris; os maiores dos quaes contm
quinhentos, at seiscentos peixes, e os mais pequenos  proporo.

Os barris maiores estando cheios, pezo vinte e quatro, at vinte cinco
arrateis.

O barril estando cheio de Enxovas arrumadas desta maneira, tapa-se,
deixando hum furo no meio do tampo de cima, e assim destapado se expe
ao Sol por alguns dias, cuja operao se repete tres, ou quatro vezes de
quinze em quinze dias, em quanto se faz esta especie de preparao.

O calor s faz fermentar a salmoura proveniente do succo do peixe, e do
sal, que se derrete, e desta maneira resulta por si mesmo huma calda,
que faz fermentar o peixe.

A salmoura ordinariamente vem a exceder o fundo, mas quando succeda
minguar, no se deve accrescentar com outra nova.

He necessario pois evitalla da chuva; por quanto pequena quantidade
desta pde alterar a boa qualidade da salmoura, e far corromper o
peixe; pelo que se deve tapar a tina com hum torno, logo qu haja, ou se
receia a chuva.


_Sardinhas preparadas pelo methodo das Enxovas._


Tambem se preparo as Sardinhas com sal vermelho, conforme o methodo
explicado das Enxovas, com a differena to smente, de que s Sardinhas
se tiro as cabeas, e se lhes deixo as entranhas.

As Sardinhas mais miudas, que tambem so ordinariamente as primeiras que
se pesco, mais que todas convm para esta preparao.

A sua pescaria principia em Maio, e dura at meado de Janeiro.

Por esta frma se podem aproveitar todas as Sardinhas, ainda as que se
engeito da salga dos lagares pelo methodo da imprensa, utilizando-se
tanto aquellas, de que se tirro as cabeas, como as de que se
extrahro as guelras, entranhas, etc; em fim todas as que no podem
servir para a salga secca, e da imprensa.

Para as Enxovas usa-se, como disse, de barris pequenos, mas para as
Sardinhas desta preparao emprego-se barricas, que se podem distribuir
ao depois em barris pequenos para o detalhe do commercio.

O peixe salgado, segundo este methodo, no se pode comer no primeiro
anno; apenas se acha no segundo de boa qualidade, e conveniente para a
meza, e quando a salga tem sido bem feita, o peixe do terceiro, e quarto
anno he o mais procurado, porque he ento, que elle se acha bem
penetrado da salmoura, que lhe serve de conserva.

Nas costas de algumas Provincias, nas quaes, como nas nossas, se no
fazia caso das Enxovas, lanando-as os pescadores ao mar logo que as
pescavo, por no conhecerem a sua utilidade, tiro-se ao presente
grandes vantagens destes peixes.

As Enxovas depois de conhecidas nessas, Provincias, tem chegado a valer
tres, quatro, e seis vezes mais que as Sardinhas, as quaes tem toda a
preferencia geralmente.

Por tanto ainda que para a salga das Sardinhas, pelo methodo apontado
das Enxovas, no se aproveitem seno as mais pequenas, que
verdadeiramente so o rebutalho desprezado para a salga ordinaria, com
tudo esta mesma escolha tem feito dobrar o preo ordinario da Sardinha,
e os pescadores tiro hoje lucros muito mais consideraveis das suas
pescas, nos districtos, aonde se tem estabelecido a inveno das salgas
vermelhas, e o seu uso.

Para evitar o engano que alguns pescadores, e particulares costumo, ou
poder praticar, usando de sal, que j servio, ou introduzindo
Sardinhas velhas, e de m qualidade no interior das barricas, ou barris
(o que se no pde verificar depois de imprensadas, ou compostas as
Enxovas) devem as ditas barricas, e barris ser afferidos com ferro
quente, e marcados com o nome do respectivo dono, ou ao menos com o
signal da pessoa, que fez a preparao, que vende.

Assim ficar cada hum responsavel pela fraude que fizer, vindo tambem a
sua mercadoria a adquirir no commercio boa, ou m reputao, que lhe
ser vantajosa, ou nociva  medida da boa, ou m qualidade do genero
exposto  venda.

Ha certa Provincia, em a qual a introduco desta salga rende hoje
alguns centenares de mil cruzados.


_Salga secca do peixe grosso; e salga do mesmo em salmoura._


Pescado o peixe grosso, o pescador o abre para lhe tirar as ovas, e os
olhos de que se tira bastante oleo, derretendo-os em caldeiras.
Corto-se-lhe as cabeas, e as barbatanas, e destas tira igualmente o
pescador a utilidade de as vender, ainda que por pequena quantia.

Nas pescas do Bacalho, e Atum he feita esta operao com ferros
proprios, e cutellos por hum pescador destinado para este trabalho.
Depois abre-se o peixe de alto a baixo, sendo grande, tira-se-lhe a
espinha do meio, como se faz ao Bacalho, e Atum, ficando primeiro desta
frma o peixe como dividido em duas ametades: e sendo pequeno, como v.
gr. pescadas, ruivos, gorazes etc. basta que se abro at junto ao rabo,
sem se lhe tirar a espinha.

Se necessario for, cada ametade se divide em duas postas, para se poder
ao depois accommodar nas pipas, e se transportar para toda, e qualquer
parte de negocio a fim de se vender.

Se for Atum, cada huma das quatro partes, em que se divide o mesmo, he
golpeado de tres em tres pollegadas pouco mais ou menos; estes golpes
tem quasi toda a profundidade da grossura do mesmo peixe, ficando-lhe
to smente o necessario para se no desunir naquellas partes.

Preparado assim o peixe, salga-se em pilhas, ou em pipas: da primeira
maneira usa-se, quando he destinado o peixe para ficar na terra, ou para
ser conduzido em carros, ou cargas para a Provincia, ou Provincias
vizinhas, e do segundo, quando a exportao he para fra do Reino, ou
para se conservar por mais tempo, e mais bem acondicionado.


_Salga secca do peixe grosso._


Posto o peixe nas pilhas, ou pipas, que tem hum s fundo, se lhe deita
huma camada de sal, que se faz entrar em toda a extenso da abertura,
que se fez ao peixe, e em todos os golpes, sendo Atum, ou Corvina,
enchendo-os bem de sal, bem como aos intervallos das postas, unindo
estas, humas s outras, e calcando quanto for possivel, com a cautela
porm, que as ventrechas particularmente se no toquem reciprocamente
humas s outras; pelo que devem ficar separadas entre si com bastante
sal.

A primeira camada de peixe assenta sobre huma de sal, e cada camada de
Atum he depois coberta de sal para receber a immediata: e assim se
contina at encher, e attestar a pipa, ou levantar a pilha  altura que
se pretende.


_Salga do peixe grosso em salmoura._


Cheia a pipa, se attesta de salmoura a prova do ovo, como acima disse.
Sobre a boca se pe humas taboas, que carrego com pedras, ou mesmo se
assento as pedras immediatamente sobre a salgao, a fim de comprimir o
peixe nas pipas. Desta operao resulta vir  superficie da salmoura o
oleo, ou azeite, que se tira com huma concha, ou colher para hum vaso
proprio, e se applica para os mesmos usos, que o da imprensada; a saber,
para os corrieiros, urradores, para a gente pobre se allumiar, para as
embarcaes, etc.

Feito isto, pe-se o segundo fundo na pipa para vedar, e segurar a
salmoura, e desta maneira se embarca, ou se transporta por terra.

Este azeite s vezes he em pouca quantidade, principaimente quando o
peixe he magro, ento fundo-se as pipas logo que a salmoura se acaba de
fazer, e vende-se aos contractadores para o negocio.

O peixe gordo he o melhor, no s pelo gosto, mas pela utilidade do
azeite; e por isso se deve preferir: pelo contrario o magro mostrando a
experiencia, que neste, em lugar do oleo, a compresso s extrahe algum
sangue, e a massa da salgao se diminue, o peixe he menos saboroso, e
por consequencia perde de valor.

Quanto s Sardinhas observa-se igualmente 1. que o oleo, que se extrahe
das Sardinhas imprensadas, he mais, ou menos abundante segundo a
qualidade das mesmas; por quanto a Sardinha magra, e miuda d pouco, ou
nenhum oleo, entre tanto que a grossa costuma ser mais gorda, rende
muito, e d bastante azeite.

De ordinario quarenta barricas de Sardinha imprensada do huma de oleo,
que tem os mesmos usos, que o da Baleia 2. quando as Sardinhas esto bem
preparadas, imprensadas, e embarricadas, podem conservar-se por sete, ou
oito mezes quando muito.

Passado este tempo sobrevem calores, e a Sardinha se corrompe: nesta
estao deve a Policia redobrar os seus cuidados, examinar esta
mercadoria, e destruir toda a que no tiver as convenientes qualidades
para a saude: 3. que o sal de dous annos he o melhor com preferencia ao
novo, e faz as Sardinhas mais saborosas, e agradaveis ao paladar: 4. que
em Paizes faltos de sal, poder-se-hia aproveitar este pela
crystallizao, que se faz, pondo a salmoura em hum vaso ao lume, e
fazendo-a evaporar at  seccura: mostra a experiencia, que ento
apparece o sal no fundo, e nas paredes do vaso, o qual secca-se, e serve
para nova salga: a abundancia porm do sal nestas Provincias poupa bem
este trabalho, e faz juntamente esquecer este modo de o aproveitar, que
s deve ter lugar como recurso extraordinario.


_Meio de que se deve, usar para fazer observar este methodo a bem da
saude pblica, e interesse do Estado._


As Camaras, s quaes pela Lei do Reino incumbe a vigilancia sobre a
saude pblica, devem fiscalizar a observancia destes methodos na forma
explicada, fazendo-os praticar a seu cuidado, e de seus Almotaceis pelos
povos, e pescadores, ainda os mais pobres, vista a sua simplicidade,
examinando attentamente se as salgas so conformes, ou no aos mesmos,
devendo-se a bem pblico lanar ao mar toda a que mostrar corrupo, e
no for bem preparada.

No se deve porm confundir corrupo com mo cheiro, ou para melhor
dizer, com o cheiro pouco satisfactorio, e proprio de semelhantes
salgas; por quanto este he (como digo) indispensavel em todas as salgas,
e aquella se conhece pelo tacto, pelo cheiro, pela cr, e pelo gosto:
pelo tacto vendo-se esfarelar o peixe ao partir; pelo cheiro, por quanto
este he proprio, e costuma ordinario apparecer em todas as fermentaes
putrias; pela cr, porque a observao de peritos tem mostrado, ser esta
neste estado de hum vermelho carregado, tirando para azul; pelo gosto,
porque este he no s desagradavel ao paladar, mas enjoativo, e
terrivel.

Devem igualmente animar as mesmas Camaras a execuo da primeira
instruco da imprensa, pelo seu grande e primario interesse no
commercio, uso do embarque, e outras mais vantagens na mesma apontadas,
devendo por utilidade do Pblico, e interesse do Estado subsistir, e
observar-se hum, e outro methodo, sem offensa de hum, nem perturbao de
outro, antes vantagem de ambos: consummando tudo a Grandeza, e Innata
Bondade de Sua Alteza Real, se se dignar remitter aos pescadores os
direitos, to smente dos peixes destinados para semelhantes generos de
salga, e principalmente das Sardinhas, animando o Mesmo Augusto Senhor
com a sua Piedade estes homens to necessarios  economa do Estado, 
sua populao,  sua riqueza, e to necessarios, e interessantes ao
Pblico, por ser a Sardinha hoje hum alimento de primeira necessidade, e
absolutamente indispensavel na Provincia do Douro, tendo o Principe
Regente Nosso Senhor a satisfao, de tornar assim mais felizes estes
vassallos, aos quaes unem os mesmos vinculos, de amor, amizade,
sujeio, e fidelidade, com que todos humildes, e reverentes, prostrados
ante os seus Regios, e Augustissimos Ps o amamos, respeitamos, e
veneramos com firmissimos protestos de at a propria vida darmos (sendo
necessario) com a maior satisfao em defeza, conservao, e memoria de
hum Principe, que he de presente a gloria, a inveja, e admirao dos
mais Discretos, e Illuminados Monarchas da Europa. Aveiro 28 de
Fevereiro de 1803.


                                        O Juiz de fra Corregedor

                                       _Clemente Ferreira Frana._




Lista de erros corrigidos


Aqui encontram-se listados todos os erros encontrados e corrigidos:


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  |#pg.   12| particula es         | particulares              |
  +----------+----------------------+---------------------------+






End of the Project Gutenberg EBook of Memoria sobre as diversas salgas da
sardinha, by Clemente Ferreira Frana

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electronic work or group of works on different terms than are set
forth in this agreement, you must obtain permission in writing from
both the Project Gutenberg Literary Archive Foundation and Michael
Hart, the owner of the Project Gutenberg-tm trademark.  Contact the
Foundation as set forth in Section 3 below.

1.F.

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effort to identify, do copyright research on, transcribe and proofread
public domain works in creating the Project Gutenberg-tm
collection.  Despite these efforts, Project Gutenberg-tm electronic
works, and the medium on which they may be stored, may contain
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TRADEMARK OWNER, AND ANY DISTRIBUTOR UNDER THIS AGREEMENT WILL NOT BE
LIABLE TO YOU FOR ACTUAL, DIRECT, INDIRECT, CONSEQUENTIAL, PUNITIVE OR
INCIDENTAL DAMAGES EVEN IF YOU GIVE NOTICE OF THE POSSIBILITY OF SUCH
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1.F.4.  Except for the limited right of replacement or refund set forth
in paragraph 1.F.3, this work is provided to you 'AS-IS' WITH NO OTHER
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1.F.5.  Some states do not allow disclaimers of certain implied
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If any disclaimer or limitation set forth in this agreement violates the
law of the state applicable to this agreement, the agreement shall be
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with this agreement, and any volunteers associated with the production,
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that arise directly or indirectly from any of the following which you do
or cause to occur: (a) distribution of this or any Project Gutenberg-tm
work, (b) alteration, modification, or additions or deletions to any
Project Gutenberg-tm work, and (c) any Defect you cause.


Section  2.  Information about the Mission of Project Gutenberg-tm

Project Gutenberg-tm is synonymous with the free distribution of
electronic works in formats readable by the widest variety of computers
including obsolete, old, middle-aged and new computers.  It exists
because of the efforts of hundreds of volunteers and donations from
people in all walks of life.

Volunteers and financial support to provide volunteers with the
assistance they need are critical to reaching Project Gutenberg-tm's
goals and ensuring that the Project Gutenberg-tm collection will
remain freely available for generations to come.  In 2001, the Project
Gutenberg Literary Archive Foundation was created to provide a secure
and permanent future for Project Gutenberg-tm and future generations.
To learn more about the Project Gutenberg Literary Archive Foundation
and how your efforts and donations can help, see Sections 3 and 4
and the Foundation web page at https://www.pglaf.org.


Section 3.  Information about the Project Gutenberg Literary Archive
Foundation

The Project Gutenberg Literary Archive Foundation is a non profit
501(c)(3) educational corporation organized under the laws of the
state of Mississippi and granted tax exempt status by the Internal
Revenue Service.  The Foundation's EIN or federal tax identification
number is 64-6221541.  Its 501(c)(3) letter is posted at
https://pglaf.org/fundraising.  Contributions to the Project Gutenberg
Literary Archive Foundation are tax deductible to the full extent
permitted by U.S. federal laws and your state's laws.

The Foundation's principal office is located at 4557 Melan Dr. S.
Fairbanks, AK, 99712., but its volunteers and employees are scattered
throughout numerous locations.  Its business office is located at
809 North 1500 West, Salt Lake City, UT 84116, (801) 596-1887, email
business@pglaf.org.  Email contact links and up to date contact
information can be found at the Foundation's web site and official
page at https://pglaf.org

For additional contact information:
     Dr. Gregory B. Newby
     Chief Executive and Director
     gbnewby@pglaf.org


Section 4.  Information about Donations to the Project Gutenberg
Literary Archive Foundation

Project Gutenberg-tm depends upon and cannot survive without wide
spread public support and donations to carry out its mission of
increasing the number of public domain and licensed works that can be
freely distributed in machine readable form accessible by the widest
array of equipment including outdated equipment.  Many small donations
($1 to $5,000) are particularly important to maintaining tax exempt
status with the IRS.

The Foundation is committed to complying with the laws regulating
charities and charitable donations in all 50 states of the United
States.  Compliance requirements are not uniform and it takes a
considerable effort, much paperwork and many fees to meet and keep up
with these requirements.  We do not solicit donations in locations
where we have not received written confirmation of compliance.  To
SEND DONATIONS or determine the status of compliance for any
particular state visit https://pglaf.org

While we cannot and do not solicit contributions from states where we
have not met the solicitation requirements, we know of no prohibition
against accepting unsolicited donations from donors in such states who
approach us with offers to donate.

International donations are gratefully accepted, but we cannot make
any statements concerning tax treatment of donations received from
outside the United States.  U.S. laws alone swamp our small staff.

Please check the Project Gutenberg Web pages for current donation
methods and addresses.  Donations are accepted in a number of other
ways including including checks, online payments and credit card
donations.  To donate, please visit: https://pglaf.org/donate


Section 5.  General Information About Project Gutenberg-tm electronic
works.

Professor Michael S. Hart was the originator of the Project Gutenberg-tm
concept of a library of electronic works that could be freely shared
with anyone.  For thirty years, he produced and distributed Project
Gutenberg-tm eBooks with only a loose network of volunteer support.


Project Gutenberg-tm eBooks are often created from several printed
editions, all of which are confirmed as Public Domain in the U.S.
unless a copyright notice is included.  Thus, we do not necessarily
keep eBooks in compliance with any particular paper edition.


Most people start at our Web site which has the main PG search facility:

     https://www.gutenberg.org

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including how to make donations to the Project Gutenberg Literary
Archive Foundation, how to help produce our new eBooks, and how to
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