The Project Gutenberg EBook of Descripša§ sobre a cultura do Canamo ou
Canave, by Henri-Louis Duhamel du Monceau

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Title: Descripša§ sobre a cultura do Canamo ou Canave

Author: Henri-Louis Duhamel du Monceau

Translator: JosÚ Mariano da ConceišŃo Veloso

Release Date: September 23, 2009 [EBook #30068]

Language: Portuguese

Character set encoding: ISO-8859-15

*** START OF THIS PROJECT GUTENBERG EBOOK DESCRIPCAO DO CANAMO OU CANAVE ***




Produced by Pedro Saborano





 

DESCRIPăAŇ

SOBRE

A CULTURA

DO

CANAMO,

OU

CANAVE.

Sua colheita, maceraša§ n'agua, atÚ se p˘r no estado para ser gramado, ripado, assedado.

TRADUZIDA, E IMPRESSA
POR ORDEM

DE SUA MAGESTADE.

 

 

 

 

LISBOA,

Na Offic. de JOAŇ PROCOPIO CORREA DA SILVA,
Impressor da Santa Igreja Patriarcal.
ANNO M. DCC. XCVIII.

 

{3}

DESCRIPăAŇ
SOBRE
A CULTURA
DO
CANAMO,
OU
CANAVE.

 

ž I.

Qual he o temperamento do ar, que convem milhor ao Canamo.

O Canamo na§ cresce tambem nos paizes quentes, como nos climas temperados, e se cria muito melhor nos Paizes frigidissimos, como o Canada, Riga, &c.: os quaes produzem abundancia de Linho, que he o melhor. Se emprega todos os annos huma grande quantidade do Canamo de Riga, em Franša, em Inglaterra, e principalmente em Hollanda.{4}

 

ž II.

Qual he a terra, mais propria para o Canamo.

He preciso para o Canamo huma terra branda, facil de lavrar, e hum pouco ligeira: porÚm fertil, e bem estercada. Os terrenos seccos na§ sa§ proprios para semear o Canamo: porque na§ cresce muito nelles: antes pelo contrario he sempre baixo, e o linho, que produz, he ordinariamente lenhoso, o que o faz duro, e elastico: todos estes defeitos sa§ consideraveis, principalmente para fazer as maiores cordagens, como veremos adiante.

Com tudo nos annos chuvosos he melhor semeallo nos terrenos seccos, do que nos terrenos humidos: porÚm estes annos sa§ raros, assim se deve semear ordinariamente ß borda d'hum regato, ou d'algum souto, cheio d'agua, de sorte, que a agua esteja muito perto, sem que produza innundaša§; estas terras sa§ muito procuradas.

 

ž III.

Dos Estrumes proprios para temperar a terra dos Linhos.

Todos os adubos, que fazem a terra leve sa§ proprios para a producša§ do Canamo: por conseguinte, o estrume de cavallo, d'ovelha, de pombo, o lodo das capoeiras se devem preferir ao estrume de boi, e de vacca, e na§ sei se por acaso se deve usar tambÚm, para estrumar os Linhaes de barro, chamado marne.

He preciso estrumar todos os annos os linhaes,{5} antes da lavoura do Inverno, para que o estrume tenha tempo de se consumir, durante esta estaša§, e para que se misture mais intimamente com a terra, quando se fazem as lavouras da Primavera.

O estrume dos pombos he o unico, que se espalha nas ultimas lavouras, para se tirar delle melhor proveito: com tudo quando a Primavera he secca, se deve temer, que o estrume venha a queimar a semente, o que na§ succederß, se se espalhar no Inverno; porÚm neste caso he melhor deitar mais estrume, porque, fazendo o contrario, resultaria menos proveito.

 

ž IV.

Das Lavouras, que se devem dar aos Linhaes.

A Primeira, e a mais consideravel destas Lavouras, se deve dar nos mezes de Dezembro, e Janeiro: ha Pessoas, que costuma§ fazella com a charrua, lavrando a terra por trašos, ou regos, outros a costuma§ fazer com a enchada, formando com ella regos, para que as geadas do Inverno amoleša§ melhor a terra; ha tambem outros, que a fazem com a pß de ferro, com a qual se fazem os valados; este modo he sem contradicša§ melhor, que os outros; porÚm he mais dilatado, e mais trabalhoso; pelo contrario a Lavoura da charrua he a mais expedita; porÚm menos proveitosa.

Na primeira se deve preparar a terra para effeito de receber a semente, lavrando-a duas, ou tres vezes, de quinze em quinze dias, ou de tres em tres semanas, e depois disto, se deve alizar o terreno.{6}

Deve-se observar, que estas Lavouras se devem, ou se podem fazer como aquella, que se faz no Inverno com a charrua, enchada, ou com a sobredita pß.

Finalmente, quando estas Lavouras sa§ feitas, e que fica§ alguns torr§es, se devem pilar com huns malhos; porque he preciso, que todo o terreno do Linhal esteja ta§ unido, e ta§ movel, como o canteiro d'hum Jardim.

 

ž V.

Do tempo, e da maneira de semear a Linhaša.

Costuma-se semear a Linhaša no mez de Abril, alguns a semea§ quinze dias mais cedo, que os outros, e todos correm differentes perigos; porque aquelles, que a semea§ muito cedo, devem summamente temer as geadas da Primavera, que causa§ grande prejuizo ao Canamo, novamente nascido; e aquelles que semea§ muito tarde, devem temer as seccuras, que impedem algumas vezes o nascimento do Canamo.

A Linhaša se deve semear espessa, porque, sendo semeada ralla, viria a ser o Canamo muito grosso, a casca muito lenhosa, e a fibra muito dura, o que he hum grande defeito; com tudo quando a linhaša se semea muito espessa, fica§ muitos pÚs pequenos, e abaffados pelos outros, o que he tambem hum inconveniente; he preciso pois observar hum meio, e ordinariamente os Linhaes na§ sa§ rallos, sena§ quando perece huma parte da linhaša por causa das geadas, da seccura, ou quaesquer outros accidentes.

Assim se deve observar, que a linhaša he{7} huma semente oleosa; porque estas sortes de sementes, se fazem ranšosas com o tempo, e enta§ na§ nascem; por conseguinte he preciso fazer de sˇrte, que sena§ semeie mais, que a linhaša da ultima colheita; porque quando se semeia aquella, que tem dous annos, muitos grŃos na§ nascem, e se for mais velha, nascerß muito menos.

Logo que se semeia a linhaša, he preciso enterralla, esta operašao se faz com huma grade, se a terra foi lavrada com a charrua, ou com hum ansinho, se foi lavrada com a enchada, ou pß.

AlÚm desta precauša§ he preciso guardar com cuidado o Linhal, atÚ que a linhaša esteja inteiramente nascida: por causa da quantidade de passaros, e principalmente de pombos, que o destroem extraordinariamente. He verdade, que os pombos na§ esgravata§, nem outros muitos passaros, e na§ fazem damno aos grŃos de trigo, que se acha§ cubertos de terra; porÚm damnifica§ muito a linhaša, ainda que esteja bem cuberta; porque a differenša, que ha entre estas duas sementes, he que os grŃos de trigo na§ sahem da terra juntamente com a herva, que produzem; porÚm a linhaša sahe inteiramente com a pequena planta, que produz, e he neste tempo, que os pombos, e outros passaros lhe causa§ grande damno: porque, em comendo o gra§ da linhaša, arranca§ a planta, e a destroem absolutamente.

Os camponezes costuma§ fazer fugir os passaros com espantalhos, e fazem guardar os Linhaes por seus filhos. Estas precauš§es na§ sa§ sufficientes, quando os Linhaes sa§ muito grandes, e que os pombos esta§ famintos; porque tenho visto pessoas muito robustas, e ligeiras, e tambem alguns cŃes desamparar o Linhal, por{8} estarem excessivamente canšados: porÚm este trabalho na§ dura muito tempo; porque quando tem lanšado muitas folhas, na§ he preciso guardar os Linhaes.

 

ž VI.

Do cuidado, que se deve ter com o Linhal atÚ a sua colheita.

Os Linhaes, que custa§ muito trabalho atÚ ao nascimento da linhaša, na§ da§ trabalho algum, atÚ ao tempo da colheita, assim he preciso entreter sˇmente os fossos, e impedir que os animaes os na§ damnifiquem.

Com tudo quando as seccuras sa§ grandes, ha camponezes, que costuma§ regar os seus Linhaes, porÚm he preciso, que seja§ pequenos, e que a agua esteja perto, excepto que se possa§ regar por immersa§, como se pratica em alguns lugares.

Temos dito, que acontecia§ algumas vezes accidentes ß linhaša, que fazia§ o Linhal rallo, e temos tambem observado, que enta§ o Canamo era grosso, ramalhudo, e incapaz de produzir boa fibra; neste caso he preciso sachallo para tirar maior fructo do Linhal, e para impedir, que as mßs hervas suffoquem o Canamo.

 

ž VII.

Colheita do Canamo macho.

No principio de Agosto os pÚs do Canamo, que na§ tem semente, aos quaes o vulgo chama Canamo femea, e que nˇs chamamos macho, principia§ a fazer-se amarellos na parte superior,{9} e brancos na inferior, o que he hum signal evidente d'estarem capazes de se arrancarem; enta§ as mulheres entra§ no Linhal, e arranca§ todos os pÚs machos: dos quaes fazem feixinhos, que p§em por ordem no cha§, tendo grande cuidado de na§ damnificar o Canamo femea; porque deve ficar na terra algum tempo mais, para acabar de amadurecer a sua semente.

Depois de ter arrancado o Canamo macho, se fˇrma delle feixesinhos; deve-se tomar cuidado, que as plantas, que os fˇrma§, seja§ de hum igual comprimento pouco mais, ou menos, e que todas as raizes seja§ iguaes, finalmente cada feixesinho se deve atar com hum raminho de Canamo.

Depois disto se deve expor ao Sol para fazer seccar as folhas, e as flores: quando sa§ seccas se fazem cahir, batendo cada feixinho contra o tronco de huma arvore, ou contra huma parede, e se ajunta§ varios destes feixesinhos, para formar delles outros maiores, e transportallos para o lugar, aonde se devem deitar de molho.

 

ž VIII.

Como se deve curtir, ou deitar de molho o Canamo.

O Lugar, aonde se costuma curtir o linho Canamo, he hum fosso, que deve ter dezoito, ou vinte e quatro pÚs de comprimento, doze, ou dezoito de largura, e tres, ou quatro de profundidade, o qual se deve encher de agua, que se transporta para o dito lugar de alguma fonte proxima, e se houver occasia§, seria melhor introduzir no dito fosso por meio de algum aqueducto,{10} para evitar algum trabalho, quando o fosso estß cheio, se deve deixar hum lugar livre, para que a superficie da dita agua se possa vasar.

Ha varias pessoas, que, desprezando este modo de curtir o Canamo, fazem sˇmente hum simples fosso ß borda de hum rio: ha outras, que o molha§, mettendo-o no mesmo rio: finalmente quando as fontes, e os rios esta§ muito longe, o costuma§ curtir nos fˇssos cheios de agua; ou nas lagoas.

Quando se quer curtir o Canamo, se p§em em ordem no fundo d'agua, cobrindo-o com huma pouca de palha, sobre a qual se p§em alguns pedašos de pßo, ou de pedra para segurar o Canamo.

O Canamo se deve deixar neste estado atÚ que a casca, que produz a fibra se despegue facilmente do tallo, que se acha no meio da planta, a qual se deve visitar de tempo em tempo, para ver se a dita casca se despega com facilidade do dito tallo, e quando se despegar facilmente, se deve tirar do fosso, donde se acha.

A operaša§, de que fallamos, na§ somente serve para fazer cahir a casca do Canamo, mas tambem para atenrar, e afinar a fibra; para melhor comprehender como a agua produz este effeito, he preciso ter huma idÚa da disposica§ organica de huma aste do dito Canamo: assim a vou dar o mais breve, que for possivel.

As astes do Canamo sa§ ocas inteiramente, e cheias de huma tenra medulla: sobre esta medulla ha hum pßo tenro, e quebradišo, que se chama tallo, ou cana, sobre o qual se acha huma casca bastantemente delgada, composta de fibras, que se estendem ao comprimento da aste: esta casca estß bastantemente pegada ß dita cana, e as fibras longitudinaes, de que a dita casca he{11} composta se ajunta§ humas, e outras por meio d'hum tecido vessicular, ou celular; finalmente tudo isto se acha coberto d'huma finissima membrana, que se pˇde chamar epiderme.

O metter o Canamo na agua na§ he para outra cousa mais, sena§ para que a casca se despegue da cana mais facilmente, para destruir a epiderme, e huma parte do tecido celular, que liga§ juntamente as fibras longitudinaes. Tudo isto se produz por hum principio de podrida§; por cuja causa sena§ deve ter muito tempo na agua; porque enta§ na§ somente a epiderme se corromperia, mas tambem prejudicaria as fibras longitudinaes, e na§ teria forša alguma: pelo contrario quando o Canamo na§ fica na agua o tempo necessario, a casca estß pegada ao tallo, e a fibra fica dura, e elastica, sem se poder nunca afinar perfeitamente, assim se deve observar hum meio, que consiste na§ sˇmente no tempo, que deve estar de molho, mas tambem

I. Na qualidade d'agua; porque he melhor curtir o Canamo n'agua encharcada, e turva, que naquella, que corre, e que he clara.

II. No calor do ar; porque he mais util curtillo, quando faz calma, do que quando faz frio.

III. Na qualidade do Canamo: porque aquelle, que se cria em huma terra branda, e humida, e que se colhe algum tanto verde, se curte mais depressa, que aquelle que se cria em huma terra forte, e secca, e que se deixa amadurecer muito.

Finalmente, quando o Canamo estß pouco tempo n'agua para se curtir, a fua fibra he melhor; por cuja causa sena§ deve curtir sena§ no tempo quente, e quando os Outonos sa§ frios, ha pessoas, que guarda§ o Canamo femea para a{12} Primavera seguinte, para enta§ se curtir: ha alguns, que julga§ ser melhor curtillo n'agua encharcada, e mˇrta, do que n'agua viva.

Mandei curtir o Canamo em differentes aguas, e achei mais suave aquelle, que tinha sido curtido n'agua encharcada, do que aquelle, que foi n'agua corrente: porÚm a fibra, que se tira do Canamo, curtido n'agua encharcada, adquire huma cor desagradavel, que lhe na§ causa verdadeiramente prejuiso algum; porque se faz branca com facilidade; porÚm esta cor desagrada, e faz-lhe perder a venda, assim se deve fazer passar pelo meio do lugar aonde o Canamo se curtio, huma pequena corrente d'agua para renovar aquella, que anticipadamente se deitou no fosso, e para prevenir, que sena§ corrompa: cheguei a curtir o Canamo estendendo-o sobre hum prado, como fazem as lavadeiras, quando querem cˇrar a roupa; porÚm este modo de curtir he muito custoso, e alÚm disso a fibra tem pouca differenša daquella, que se curtio segundo o methodo.

Fiz tambem a experiencia de mandar ferver o Canamo n'agua com a esperanša de o curtir em pouco tempo; porÚm tendo fervido mais de dez horas, o tirei d'agua, e fazendo-o seccar, achei, que se na§ podia tascar. He verdade, que mandando-o eu tascar, estando ainda molhado, e quente, a casca se despegava facilmente: porÚm ficava, como huma fita, e na§ se tendo destruido o tecido celular, as fibras longitudinaes ficava§ juntas humas com outras, de sorte que na§ se podendo separar era impossivel affinar bem a fibra; pelo referido se mostra evidentemente, que sena§ pˇde terminar o tempo, que o Canamo ha de ficar n'agua, porque a qualidade do Canamo,{13} d'agua, e temperamento do ar affroixa§, ou precipita§ esta operaša§. Alguns julga§, que o Canamo estß bastantemente curtido, quando a casca se despega facilmente da cana, e isto ajuda muito aos Lavradores, que cultiva§ esta planta, a na§ lhe darem, sena§ o grßo de curtidura, que he preciso; com tudo se engana§ algumas vezes, e me parece, que ha Provincias, aonde se costuma curtir mais tempo, do que em outras. Na§ posso deixar d'advertir, que deve haver muita cautella em na§ curtir o Canamo em certas aguas, aonde se acha§ alguns pequenos bichos, chamados lagostins, porque roem o Canamo, e a fibra fica quasi perdida.

 

ž IX.

Da colheita do Canamo Femea.

Quando tratßmos do Canamo macho, dissemos, que se devia deixar ainda algum tempo na terra o Canamo femea, para que a sua semente acabasse d'amadurecer: porÚm esta dilaša§ faz amadurecer muito o Canamo femea, e faz tambem, que a sua casca, venha a ser muito lenhosa, donde se segue que o linho, que se tira da dita planta; he mais grosseiro, e mais tosco, que aquelle, que se tira do Canamo macho; assim quando se vir, que a semente estß bem formada, se deve arrancar o Canamo femea do mesmo modo, que se arranca o macho, do qual se devem formar feixesinhos, e polos na mesma ordem, que dissemos acima.

Em alguns Paizes se costuma acabar de amadurecer a linhaša, mettendo o Canamo femea em algumas covas redondas da profundidade d'hum{14} pÚ, e de tres, atÚ quatro de diametro, e pondo no fundo destas covas os feixesinhos de Canamo bem unidos huns com os outros de modo, que a linhaša fique para baixo, e a raiz da planta para cima, e atando os feixesinhos do Canamo com ligaduras de palha, para ficarem bem juntos, e lhe lanša§ ao redor toda a terra, que se tinha tirado das covas, para que as cabešas do Canamo fiquem bem abaffadas.

As cabešas do Canamo se aquecem com o auxilio da humidade, que se contÚm na dita cova; do mesmo modo que se aquece hum monta§ de feno verde, ou hum monta§ d'esterco: este calor acaba d'amadurecer a linhaša, e a dispoem para sahir da sua casca mais facilmente.

Quando a linhaša estß madura, o Canamo se tira fˇra da cova, porque criaria bolor, se o deixarem mais tempo na cova, do que he necessario.

Em alguns Paizes, aonde ha muito Canamo, o na§ costuma§ enterrar do modo, que acabo de dizer; porÚm costuma§ p˘r os feixesinhos em tal ordem, que fica§ cabeša com cabeša, e alguns dias depois tira§ a linhaša do modo, que vou dizer.

 

ž X.

Da Colheita da Linhaša.

Aquelles que tem pouco Canamo, costuma§ estender hum panno no cha§ para receber nelle a sua semente, outros alimpa§, e prepara§ hum lugar bem unido, no qual estendem o Canamo, pondo as cabešas d'hum mesmo lado, e depois disto as batem ligeiramente, com hum pßo, ou com hum mangoal: esta operašao faz cahir a linhaša, a qual costuma§ p˘la de parte, para{15} semear na Primavera seguinte, porÚm como fica ainda muita linhaša nas cabešas do Canamo, esta se tira, penteando as ditas cabešas com os dentes d'hum instrumento, chamado ripador, e por meio desta operaša§ se faz cahir ao mesmo tempo as folhas com a linhaša, tudo misturado juntamente: costuma-se guardar tudo isto em hum monta§ alguns dias, e depois se estende ao Sol para se seccar: finalmente tudo aquillo se bate depois de secco, e se alimpa a linhaša, joeirando-a, ou passando-a por hum crivo: esta segunda semente serve para fazer ˇleo de linhaša, e para nutrir as aves domesticas. Finalmente se costuma levar o Canamo ao lugar, onde se curte, para se preparar do mesmo modo, que o Canamo macho.

 

ž XI.

O que he preciso fazer para tirar o Canamo do lugar, aonde se deitou de molho.

Quando se tirar o Canamo do fosso, aonde se curtio, se devem desatar os feixesinhos para effeito de se seccar, estendendo-os ao Sol ao longo de hum muro, ou em hum lugar, em que na§ haja absolutamente humidade: deve-se ter muito cuidado de virar os ditos feixes de tempo em tempo, e quando o Canamo estiver bem secco, se deve p˘r outra vez em feixes, e transportallos para a casa, onde se quer recolher em lugar secco, atÚ que o queira§ tascar.

N. B. Esta Obra he precursora de outra maior, em que se continuarß esta Memoria, que he de M. Duhamel, e se darß tudo o mais que se tem escripto a este assumpto, atÚ entrar na cordearia.

á

 

FIM.

 






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ou Canave, by Henri-Louis Duhamel du Monceau

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of Replacement or Refund" described in paragraph 1.F.3, the Project
Gutenberg Literary Archive Foundation, the owner of the Project
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Gutenberg-tm electronic work under this agreement, disclaim all
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LIABILITY, BREACH OF WARRANTY OR BREACH OF CONTRACT EXCEPT THOSE
PROVIDED IN PARAGRAPH F3.  YOU AGREE THAT THE FOUNDATION, THE
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1.F.3.  LIMITED RIGHT OF REPLACEMENT OR REFUND - If you discover a
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your written explanation.  The person or entity that provided you with
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in paragraph 1.F.3, this work is provided to you 'AS-IS' WITH NO OTHER
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If any disclaimer or limitation set forth in this agreement violates the
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with this agreement, and any volunteers associated with the production,
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that arise directly or indirectly from any of the following which you do
or cause to occur: (a) distribution of this or any Project Gutenberg-tm
work, (b) alteration, modification, or additions or deletions to any
Project Gutenberg-tm work, and (c) any Defect you cause.


Section  2.  Information about the Mission of Project Gutenberg-tm

Project Gutenberg-tm is synonymous with the free distribution of
electronic works in formats readable by the widest variety of computers
including obsolete, old, middle-aged and new computers.  It exists
because of the efforts of hundreds of volunteers and donations from
people in all walks of life.

Volunteers and financial support to provide volunteers with the
assistance they need are critical to reaching Project Gutenberg-tm's
goals and ensuring that the Project Gutenberg-tm collection will
remain freely available for generations to come.  In 2001, the Project
Gutenberg Literary Archive Foundation was created to provide a secure
and permanent future for Project Gutenberg-tm and future generations.
To learn more about the Project Gutenberg Literary Archive Foundation
and how your efforts and donations can help, see Sections 3 and 4
and the Foundation web page at https://www.pglaf.org.


Section 3.  Information about the Project Gutenberg Literary Archive
Foundation

The Project Gutenberg Literary Archive Foundation is a non profit
501(c)(3) educational corporation organized under the laws of the
state of Mississippi and granted tax exempt status by the Internal
Revenue Service.  The Foundation's EIN or federal tax identification
number is 64-6221541.  Its 501(c)(3) letter is posted at
https://pglaf.org/fundraising.  Contributions to the Project Gutenberg
Literary Archive Foundation are tax deductible to the full extent
permitted by U.S. federal laws and your state's laws.

The Foundation's principal office is located at 4557 Melan Dr. S.
Fairbanks, AK, 99712., but its volunteers and employees are scattered
throughout numerous locations.  Its business office is located at
809 North 1500 West, Salt Lake City, UT 84116, (801) 596-1887, email
business@pglaf.org.  Email contact links and up to date contact
information can be found at the Foundation's web site and official
page at https://pglaf.org

For additional contact information:
     Dr. Gregory B. Newby
     Chief Executive and Director
     gbnewby@pglaf.org


Section 4.  Information about Donations to the Project Gutenberg
Literary Archive Foundation

Project Gutenberg-tm depends upon and cannot survive without wide
spread public support and donations to carry out its mission of
increasing the number of public domain and licensed works that can be
freely distributed in machine readable form accessible by the widest
array of equipment including outdated equipment.  Many small donations
($1 to $5,000) are particularly important to maintaining tax exempt
status with the IRS.

The Foundation is committed to complying with the laws regulating
charities and charitable donations in all 50 states of the United
States.  Compliance requirements are not uniform and it takes a
considerable effort, much paperwork and many fees to meet and keep up
with these requirements.  We do not solicit donations in locations
where we have not received written confirmation of compliance.  To
SEND DONATIONS or determine the status of compliance for any
particular state visit https://pglaf.org

While we cannot and do not solicit contributions from states where we
have not met the solicitation requirements, we know of no prohibition
against accepting unsolicited donations from donors in such states who
approach us with offers to donate.

International donations are gratefully accepted, but we cannot make
any statements concerning tax treatment of donations received from
outside the United States.  U.S. laws alone swamp our small staff.

Please check the Project Gutenberg Web pages for current donation
methods and addresses.  Donations are accepted in a number of other
ways including including checks, online payments and credit card
donations.  To donate, please visit: https://pglaf.org/donate


Section 5.  General Information About Project Gutenberg-tm electronic
works.

Professor Michael S. Hart was the originator of the Project Gutenberg-tm
concept of a library of electronic works that could be freely shared
with anyone.  For thirty years, he produced and distributed Project
Gutenberg-tm eBooks with only a loose network of volunteer support.


Project Gutenberg-tm eBooks are often created from several printed
editions, all of which are confirmed as Public Domain in the U.S.
unless a copyright notice is included.  Thus, we do not necessarily
keep eBooks in compliance with any particular paper edition.


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