PT-PG Questões Administrativas, por Michael Hart

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O Project Gutenberg não quer ficar emperrado em questões administrativas, por isso temos administradores que não têm pretensões ao poder político, recompensas financeiras ou a escreverem mais do que as directrizes mínimas para os voluntários do Project Gutenberg. (Veja a FAQ #0 acerca da liberdade dos voluntários para fazerem o que querem tanto quanto possível.)

Os poderes mínimos controlados pelos administradores do Project Gutenberg estão divididos segundo a tradicional "Separação de Poderes" entre um CEO, um Conselho de Directores e o detentor da propriedade intelectual. O Conselho, como requisito dos regulamentos das organizações do tipo 501(c)(3) deve ter um mínimo de três membros com certas responsabilidades de supervisão e somos de acordo unânime que este conselho deve manter-se mínimo, tanto na perspectiva do tamanho como das responsabilidades. Não precisamos de um conselho grande que escreva longos relatórios, multiplicidades de regulamentos e regimentos ou outras questões administrativas; tentamos ter um membro do Conselho em reserva nas alas, previamente aprovado pelo resto do Conselho, no caso de um membro ficar indisponível e o nosso CEO tenta nunca votar nas decisões do Conselho senão quando isso é absolutamente necessário para um desempate.

Os detentores destas posições têm estado tradicionalmente connosco por um período de mais de 10 anos e compreendem a história do Project e o processo de desenvolvimento que tem ocorrido desde a sua origem; nenhum deles tem quaisquer aspirações políticas ou financeiras e concordam unanimemente que não devem existir poderes dessa espécie ligados ao Project Gutenberg.

Contudo, os grupos dentro do Project Gutenberg são mais do que bem-vindos a criarem orientações administrativas e directrizes para eles próprios, desde que caiam nas nossos requisitos mínimos legais e directrizes auto-impostas.

Sim, seria óptimo recebermos mil milhões de dólares do Bill Gates--mas--mesmo assim usá-los-íamos apenas para apoiar o esforço voluntário, não para criar uma superabundância de cargos pagos ou uma indústria física maior do que a necessária. O Project Gutenberg é uma entidade virtual, não física; é dirigida por voluntários, não por aqueles que fariam disso uma carreira, a não ser o talvez único cargo verdadeiramente pago daqueles que superintendem todo o processo, da maneira mais limitada, para as gerações futuras dos nossos voluntários.

Se nós recebêssemos efectivamente grandes subsídios ou doações, estes não mudariam a natureza do Project Gutenberg de qualquer modo que impedisse algum de nós de continuar o Project Gutenberg se esse dinheiro desaparecesse.

Ninguém deve poder ser capaz de ameaçar financeiramente o Project Gutenberg.

Ter dinheiro é óptimo ... ficar dependente dele, deve ser evitado.

A nossa posição acerca do poder administrativo, político e financeiro é clara:

Menos é mais.

Queremos que o Project Gutenberg represente portas abertas, e não fechadas.

Escrito por Michael S. Hart 20 de Junho de 2004. Actualizado 23 de Outubro de 2004.